A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,1% no trimestre encerrado em dezembro de 2025, o menor nível da série histórica iniciada em 2012. O resultado aponta que cerca de 5,5 milhões de pessoas buscaram trabalho nos três últimos meses do ano, em um mercado que alcançou o recorde de 103 milhões de pessoas ocupadas. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Ao longo de 2025, o desemprego manteve trajetória consistente de queda. A taxa média anual passou de 6,6% em 2024 para 5,6% em 2025, também o menor patamar desde o início da série histórica. Nesse período, o número médio de pessoas desocupadas caiu de 7,2 milhões para 6,2 milhões, redução de aproximadamente 1 milhão de brasileiros sem trabalho.
Segundo a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy, a redução do desemprego foi sustentada pela expansão da ocupação, especialmente nas atividades de serviços, além do impacto da valorização do salário-mínimo sobre os rendimentos, sobretudo nos segmentos menos formalizados.
Após os efeitos mais severos da pandemia de Covid-19, quando a taxa de desemprego chegou a 13,7% em 2020 e 14% em 2021, o mercado de trabalho apresentou recuperação gradual. Em 2025, o nível de ocupação da população em idade de trabalhar atingiu 59,1%, novo recorde da série. Em 2024, esse indicador era de 58,6%.
Expansão da ocupação
De acordo com o IBGE, a queda da taxa de desocupação não foi acompanhada por aumento do desalento ou da subutilização da força de trabalho. A expansão do emprego formal e informal foi determinante para o desempenho positivo observado ao longo do ano, com destaque para o setor de serviços.
Redução da subutilização
Outro indicador positivo foi a diminuição da taxa de subutilização da força de trabalho, que caiu para 14,5% em 2025, o menor nível da série histórica. O contingente de pessoas nessa condição somou 16,6 milhões, abaixo dos 18,7 milhões registrados em 2024, embora ainda acima do menor patamar observado em 2014.
Rendimento médio em alta
O rendimento médio real habitual dos trabalhadores foi estimado em R$ 3.560 em 2025, crescimento de 5,7% em relação ao ano anterior. Já a massa de rendimento real habitual alcançou R$ 361,7 bilhões, o maior valor da série histórica, com avanço de 7,5% em um ano. Segundo o IBGE, a valorização do salário-mínimo contribuiu para a elevação dos rendimentos em diferentes formas de inserção no mercado de trabalho.
Emprego formal em recorde
O número de empregados do setor privado com carteira assinada chegou a 38,9 milhões em 2025, o maior desde 2012. O crescimento foi de 2,8% em relação a 2024, equivalente à criação de cerca de 1 milhão de novos postos formais. No mesmo período, houve leve redução no número de trabalhadores sem carteira assinada no setor privado.
Queda da informalidade
A taxa de informalidade recuou de 39% em 2024 para 38,1% em 2025. Apesar da redução, o IBGE destaca que a informalidade segue como característica estrutural do mercado de trabalho brasileiro, especialmente nos setores de comércio e serviços. O número de trabalhadores por conta própria atingiu 26,1 milhões, o maior da série histórica.
Desempenho trimestral e setores
No trimestre de outubro a dezembro de 2025, a taxa de desocupação de 5,1% foi a menor já registrada para trimestres comparáveis. Houve crescimento da ocupação principalmente no comércio e na administração pública, enquanto os serviços domésticos apresentaram retração no número de trabalhadores.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República






