Número de crianças perdidas nas praias de Santa Catarina cai 33% e ações preventivas batem recorde na temporada de verão

Número de crianças perdidas nas praias de Santa Catarina cai 33% e ações preventivas batem recorde na temporada de verão

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A temporada de verão 2025/2026 vem se consolidando como um marco na conscientização e na prevenção em Santa Catarina. Dados divulgados nesta terça-feira (27) pelo Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) apontam que o reforço nas ações educativas e a presença constante dos guarda-vidas resultaram em queda expressiva nos incidentes envolvendo crianças e na redução do número de salvamentos.

Na comparação entre o período de alta temporada, de 15 de dezembro de 2025 a 26 de janeiro de 2026, e o mesmo intervalo da temporada anterior, o número de crianças perdidas nas praias caiu de 2.899 para 1.936, representando uma redução de 33%.

De acordo com o comando do CBMSC, o resultado é reflexo direto de uma estratégia baseada em mais de 9 milhões de ações preventivas realizadas até o momento — um milhão a mais do que no verão passado — aliadas a projetos educacionais de grande alcance social, como o Projeto Golfinho.

O “Efeito Golfinho”

Grande parte do avanço na segurança infantil está associada ao impacto do Projeto Golfinho, que vai além do conceito de colônia de férias. O programa atua como ferramenta de educação e cidadania, utilizando atividades lúdicas para ensinar crianças sobre os perigos do mar, o significado das bandeiras e a importância de permanecer próximas aos responsáveis.

O aprendizado se reflete no comportamento das famílias. As crianças passam a atuar como multiplicadoras das orientações de segurança, contribuindo para a redução dos riscos e dos desencontros na orla. Nesta temporada, mais de 5 mil crianças já participaram do projeto, e a expectativa é alcançar mais de 10 mil até o final do ano.

Pulseirinhas e a regra do “braço de distância”

Apesar da melhora nos indicadores, o CBMSC mantém o alerta. Segundo a major Natália Cauduro da Silva, subcomandante do Batalhão de Florianópolis, embora jovens entre 24 e 25 anos sejam estatisticamente as principais vítimas de afogamento, as crianças seguem como o grupo mais vulnerável pela dificuldade de reação.

Para auxiliar na prevenção, o CBMSC distribui gratuitamente pulseiras de identificação em todos os postos de guarda-vidas. O item facilita a identificação e agiliza o reencontro em caso de perda, reduzindo o tempo de resposta e o impacto emocional.

Menos salvamentos e atenção à água doce

Com banhistas mais conscientes e maior vigilância sobre as crianças, o número de salvamentos nas praias caiu de 2.545 na temporada passada para 1.780 neste verão. Também houve redução nos óbitos em praias de água salgada, de 12 para 10.

Em contrapartida, a corporação chama atenção para os ambientes de água doce. Nesta temporada, foram registradas 10 mortes em rios e lagos, contra sete no ano anterior. Todos os casos ocorreram em locais sem a presença de guarda-vidas.

Dicas do CBMSC para pais e responsáveis

O CBMSC orienta que, ao chegar à praia, os responsáveis procurem o posto de guarda-vidas para solicitar gratuitamente a pulseira de identificação. A recomendação é manter a criança sempre a, no máximo, um braço de distância na água, incentivar a participação no Projeto Golfinho e priorizar áreas próximas aos postos de guarda-vidas.

Números da Operação Estação Verão

Entre os dias 20 e 26 de janeiro, foram registrados 373 salvamentos e cerca de 1 milhão de ações preventivas realizadas por guarda-vidas civis e militares. No período, não houve registro de óbitos nas praias. Em relação à semana anterior, os acidentes com água-viva diminuíram, enquanto o número de salvamentos apresentou aumento.

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