A exposição “Gambiarras”, do artista visual Denis Zubieta, entra em sua última semana de visitação na Casa da Cultura Dide Brandão, em Itajaí, em Santa Catarina. O público pode conferir a mostra até esta sexta-feira, dia 30 de janeiro, de segunda a sexta-feira, das 8h às 19h.
A exposição reúne esculturas e instalações interativas que combinam artes visuais e tecnologia, propondo uma experiência sensorial e reflexiva. As obras utilizam recursos como sensores, sons e cores, integrados a elementos tradicionais, como cabaças e cestarias, criando um diálogo entre ancestralidade, território e tecnologia contemporânea.
Construída a partir de pesquisas do artista sobre a anticolonialidade, “Gambiarras” aborda temas como valorização das raízes culturais, identidade, ancestralidade e a necessidade de questionar hegemonias culturais. As obras apresentam um caráter híbrido, reunindo materiais orgânicos, sonoros, mecânicos e eletrônicos, em uma linguagem que remete ao antropofagismo cultural.
O processo criativo também se destaca pela formação transdisciplinar de Denis Zubieta, responsável pela concepção e execução das cinco obras que compõem a mostra. O artista é graduado em Artes pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com atuação em pesquisas que envolvem arte, ciência, tecnologia e sociedade, especialmente nas áreas de interatividade e telemática.
Segundo a curadora Márcia Albuquerque, a exposição oferece múltiplas camadas interpretativas ao público, reunindo sons, movimentos, cores, sensores, objetos ancestrais, referências quilombolas e indígenas, além de dados da internet apresentados em tempo real, ampliando as possibilidades de leitura e interação com as obras.

A exposição “Gambiarras” conta com patrocínio do Governo de Santa Catarina e da Fundação Catarinense de Cultura, por meio do edital Circuito Catarinense de Cultura, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc e do Governo Federal, além do apoio da Fundação Cultural de Itajaí e da Casa da Cultura Dide Brandão.
Mais sobre as obras
Entre as obras apresentadas estão “Festa Ancestral”, que utiliza a cabaça como elemento central ligado a manifestações afro-brasileiras; “Nesta Terra”, que aborda a memória da escravidão a partir de pinturas com terra do Quilombo Morro do Boi; “TV Crioula”, inspirada no Tambor de Crioula, reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil; “Te Protejo”, que capta estímulos elétricos de uma planta para gerar interferências visuais em tempo real; e “Lá na Roça”, que destaca o milho como alimento sagrado e a cestaria do povo indígena Kaingang.






